Feeds:
Posts
Comentários

Avakin Life Cheat

Avakin Life is a role play game made for android os and iOS. It can even be played on android simulators on Windows OS and Mac. The overall game is developed by Lockwood Publishing Ltd., UK. You can meet new people on this game, play it with friends and explore the 3D virtual world.
You can create your 3D avatar and also design your apartment. You can have a wife on the game, socialize and also chat with people. Avakin life had more than 10 million installations on google android devices and perform any task you need to buy coins. Without the coins you cannot buy a product on digital 3D and also cannot socialize.
I love this game a lot and I like socializing on virtual 3D. I like speaking with new friends and do that Required coins. I am sure the majority of you could be facing the same problem. The creators of the sport have really done a nice job to situation the folks with the game and once your coin get exhausted, you are bound to pay for new coins and without it you are unable to proceed. Typically the developers have ensured that folks are forced to buy coins to proceed in the game. I have heard cases where people have spent more than $200 a month to explore the virtual arena of the sport.
I got requests from my local freinds and many enthusiasts to get away to keep them afloat amongst people. Even I wanted the same so I finally sat on with developing the cheat tool for the game. I actually wanted to build up a tool that can generate free coins for the players. As it is merely a game and a mode of entertainment, people should not be forced to pay hefty amount. So We chose to provide the unlimited entertainment with them and that too free of cost.
There are several fake cheat tools for the game and beware of them if they ask you for some donations. The cheat tool that I developed is totally cost free and you need not share your bank details with myself. My tool can produce unlimited avacoins and jewels. The tool is online therefore you need not get it. Just open the tool and generate the coins. It truly is 00% safe and is equipped with what I call it an anti-ban system. That is completely free of cost and I promise it would remain so forever.
on this game, play it with friends and explore the 3D digital world.
You can create your 3D avatar and also design your apartment. You can have a wife on the game, socialize and also talk with people. Avakin life had more than 12 million installations on android os devices and also to perform any task you need to buy money. Without a
Avakin Life is a role play game well suited for android and iOS. It can even be played on google android simulators on Windows OPERATING SYSTEM and Mac. The game is developed by Lockwood Publishing Ltd., UK. You may meet new people on this game, play it with friends and explore the 3D virtual world.
You can create your 3D avatar and also design your apartment. A person can have a better half on the game, mingle and also chat with people. Avakin life had more than 10 , 000, 000 installations on android devices and perform any job you will need to buy money. Without the coins you are not able to buy a product on online 3D and also cannot socialize.

O Ilusório no Blogger

Por questões técnicas mudei o’ Ilusório para o Blogger.
O novo endereço é:
http://oilusorio.blogspot.com

Será atualizado semanalmente.  Espero sua visita!

Gabriela Camerotti

– Não, Maria. Hoje você vai dormir na sua caminha, ok?
A garota soluçou e abaixou a cabeça. A luz do abajur iluminou as lágrimas que escorriam por seu rosto.
– Maria, olhe pra mim – disse Clara. – Não tem nada no seu quarto. Já procurei debaixo da cama, dentro do armário, no banheiro…
– Mas não olhou atrás da cortina – interrompeu a menina, soluçando.
– Está bem. Se eu olhar atrás da cortina, a senhorita dorme na própria cama?
– Sim…
Clara calçou os chinelos e segurou a mão de Maria, estava gelada. As duas saíram para o longo corredor. Os grandes quadros nas paredes pareciam vigiá-las. Estavam por toda parte.
– Essa casa é mal-assombrada – falou Maria.
– Por que acha isso? – perguntou Clara, virando à direita para um novo longo corredor.
– Os quadros conversam comigo, mamãe. Quando eu ando aqui sozinha, eles perguntam meu nome.
– E você responde?
– Não… Mas isso me dá arrepios.
– Quando eu tinha a sua idade também pensava ouvir vozes. É uma coisa que a nossa cabeça cria para não nos sentirmos solitárias. Não deve sentir medo da sua imaginação.
As duas pararam em frente a uma porta no fim do corredor.
– Por que eu tenho que dormir tão longe do seu quarto? – disse Maria.
– Porque já é uma mocinha e são os únicos quartos da casa.
– Pra que serve uma casa do tamanho de um quarteirão que só tem dois quartos?
Clara abriu a porta e as duas entraram. O quarto não era nem um pouco infantil. Havia pinturas surreais por todos os cantos, o guarda-roupa era de mogno, enorme. As cortinas tinham uma aparência estranha, como se fossem de madeira. A cama rosa de Maria, com edredons ilustrados com flores, não se encaixava no resto do quarto. Tudo ali tinha um ar antigo. Maria soluçou mais uma vez.
– Por favor, mamãe. Eu não quero dormir aqui.
– Nada disso. Vamos cumprir o trato… – disse Clara, abrindo as cortinas e balançando-as. – Viu, minha filha? Não tem nada aqui.
– É porque é invisível – falou Maria.
– Já chega – Clara encaminhou a menina para a cama. – Você já viu que não tem nada aqui. Que tal descansar agora?
– Mas e a coisa, mãe? Ela não pára de falar comigo.
– O que eu disse sobre a sua imaginação? Não tenha medo dela, ela faz parte de você.
A mãe beijou a filha e saiu, fechando a porta. Maria ficou olhando a janela, esperando algo acontecer.
– Ela já foi? – perguntou uma voz aguda vinda de debaixo da cama. – Não quero que ela me veja.
Maria puxou o edredom para cima da cabeça e fechou os olhos, tremendo.
– Não quer falar comigo? Eu só queria conversar.
– Vá embora… – sussurrou a menina. – Eu quero dormir.
– Está frio lá fora… Posso ficar aqui, quietinha?
A menina abaixou o edredom e abriu os olhos lentamente. Não havia nada ali. Seu corpo tremia, não queria fazer aquilo.
– É só a minha imaginação… – disse baixinho. – Não preciso ter medo de você.
Ela pulou para o chão e olhou debaixo da cama. Estava claro, pois a janela permanecia aberta. Ela pôde ver uma boneca de porcelana de cabelos marrons e cacheados, usando um vestido que seria branco se não fosse a poeira do chão. Maria suspirou aliviada e pegou a boneca. Tirou o excesso de sujeira do brinquedo e pulou de volta para a cama.
Ficou brincando com a boneca por algum tempo. O sono foi chegando, as pálpebras foram se deixando cair. Maria dormiu tranqüila abraçada a um retrato de madeira, sujo e rasgado. Retrato de uma menina de vestido branco e cabelos cacheados, com um sorriso no rosto. Parecia feliz em estar ali ou, simplesmente, sentia o forte abraço da menina.

Decrescente

Decrescente

Um sorriso guarda segredos
Que nem todos querem ver.

Nesse pequeno e simples gesto
A alma se revela
Transborda em sentidos
Espalhando a todo canto
Um toque especial
Uma doçura magistral
Que se dispersa pelo ar
Construindo emoções
Cativando corações
Lamentando o simples fato
Da existência de alguém
Que na tristeza dominante
Esquece da alegria
Esquece da magia
E se torna alguém distante e infeliz
Alguém que simplesmente
Não consegue mais sorrir.

Alcy Filho 

Imagem: Branca Mattos

À noite

Exposição do Imperial War Museum, em Londres.

Desde pequeno vejo monstros
Perseguindo e gritando
Enchendo de terror a minha noite
Invadindo os meus sonhos.

Não importa o que eu faça
Eles continuam lá
Depois da esquina, atrás da porta,
Esperando eu chegar.

Não é sempre que eu os vejo
Nem sempre aparecem
Só me pegam desprevenido
Então o pior acontece.

E de manhã, quando eu acordo,
Dou um pulo de alegria
Fico satisfeito, pois é dia,
E o terror se escondeu.

Escondeu-se no escuro
No fundo da minha mente
De onde às vezes ele sai
Para perseguir-me novamente.

Mundo irreal

Daíma olhou para o lado e fechou os olhos novamente. Não queria acordar. O sons da floresta queriam levá-lo de novo para seus sonhos, para seus delírios. Mas ele precisava acordar. Era dia de mudança. Seu grupo iria deixar o terreno e desbravar a mata para encontrar um novo lar.
O sol da manhã ultrapassou as folhas de bananeira, focando seus olhos negros. As crianças brincavam ali perto imitando sons de bichos. Daíma se levantou e foi ao rio se purificar. Era preciso renovar as forças para o trabalho. O Rio Caminho, como o batizaram, emprestava suas águas para homens e mulheres se lavarem. Eram seis adultos e cinco crianças. Todos pareciam ter acordado há pouco tempo.
As mulheres se uniram para sair pela mata, colhendo o que sobrou de frutos para a viagem. Os homens se dirigiram às casas e começaram a desmontá-las. Ao passo de uma hora todos estavam prontos para seguir pela mata.
Não havia pais nem mães. As crianças brincavam com todos, sem se apegar a ninguém em especial. Mas elas não se atreviam a se disperçar dos adultos. Sabiam que as ávores escondem perigos atrás de cada folha.
Sempre um do grupo ficava responsável por ir na frente. Hoje este cargo era de Daíma. Ele ia quebrando galhos e afastando obstáculos, sempre atento à perigos, como cobras e onças. Mas o que ele mais temia encontrar era um outro grupo. Em toda sua vida, ele nunca conheceu outras pessoas, apenas seu grupo. E a tradição deles era de que o mundo era suas casas. Quando deixavam um lugar, este deixava de existir. Eles eram os únicos habitantes de seu mundo.
O caminho estava difícil. A mata fechada revelava plantas cheias de espinhos, difíceis de cortar. Daíma olhava atento para os lados, esperando sempre encontrar um animal ou outra clareira desabitada. E foi isto que ele encontrou. A clareia tinha uma fogueira de pedras ainda com sinais de fumaça e algumas folhas grandes cobrindo o chão. Daíma ficou paralizado ao ver um estranho recipiente. Parecia um cesto de material estranho e áspero. Resolveu olhar dentro. Encontrou instrumentos de corte, pós coloridos e outros tantos objetos que não conhecia. Ele enfiou a mão mais adentro e pegou um pedaço de metal brilhoso, que parecia retratar as copas das árvores. Daíma virou o objeto e contemplou sua imagem refletida nele. Assustado, deu um pulo para trás, deixando o espelho cair no chão.
Ao levantar, seus olhos se depararam com uma estranha visão. Parecia um sonho. Uma mulher com vestes desconhecidas estava parada ao lado de uma árvore, olhando para ele. Lentamente ela se aproximou do cesto e fechou-o, sem retirar o olhar de Daíma. Depois começou a recuar até o fim da clareira. Sem esperar, a mulher se virou e deixou Daíma sozinho.
O vento acordou-o de seu devaneio, trazendo de volta o barulho da mata e do grupo chegando.
Daíma não contou o que viu. Não falou sobre a mulher à ninguém. A visão ficaria para trás, como todos os lares que havia abadonado.
Era hora de construir um novo mundo.

Preito à existência

Preito à existência

Às vezes penso como seria…

A vida sem problemas
Sem brigas e contendas
Sem dúvidas, só certezas,
Sem ódio, puro amor,
Sem espinhos, apenas flor,
Sem raios, plena chuva,
Sem perdas, só vitórias,
Sem violência, somente paz.

Então me vejo neste mundo
Criado por Deus, dado ao homem,
E me sinto grato pela vida
Pelo dom que o Pai me deu
De consertar o que é errado
Ensinar o que é certo
E sonhar com o perfeito.

Imagem: Murilo Ferraz Franco